o capim queimado da droga
Rodeada de garrafas térmicas, filtros de café, barbeadores, pirulitos, arcos de cabelo, parafusos, lanternas, vasos enfeitados, tangerinas, bananas, porta retratos, fôrmas de bolo, cucas, jornais, bombinhas, requeijões, remédios, roupas, cigarros, lupas, tudo para vender, a mulher descreveu o cheiro daquilo que achava ser maconha fumada pelo vizinho: “bem o cheiro do capim queimado da droga”.
Escrito por juliano às 22h11
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buenos aires, 18/4/8
É noite de sexta e as ruas Florida e Lavalle, perto do albergue, estavam cheias até há pouco. Estou numa lan house encalorada, com uns 60 computadores e um rock em castelhano tocando meio alto, apesar do aviso colado na parede dizer "se les ruega hablar en voz baja por un ambiente mas grato". Outro aviso recomenda cuidado com pertences pessoais, mesma mensagem que vi noutra lan desta rua. Essas ruas, bem centrais, próximas ao Obelisco e estruturadas para turistas, são a oportunidade para várias pessoas ganharem alguns pesos. Iguala tangos e skas, suvenirs de tapete estendido na rua e lojas de grife. Todos querem o dinheiro dos turistas. Vi um cara fazendo truques com baralho também. Muita gente fumando. Como nos outros dias aqui em Buenos Aires, acordei e saí para caminhar. Os bolsos sempre ocupados da mesma forma: no traseiro direito, um mapa; no traseiro esquerdo, um saquinho com moedas; no dianteiro direito, carteira e, às vezes, o celular para ver as horas e calcular o câmbio; no dianteiro esquerdo, a máquina fotográfica.
Nos primeiros dias, foi um deslumbramento total. Deu lugar, aos poucos, para o cansaço dos pés. Hoje caminhei do bairro de Palermo até o albergue. Deve ter dado uns 5 quilômetros, por aí. Parei para comprar duas camisetas e depois para tomar um suco de laranja. O garçom me disse (se bem entendi) que conhecia um jogador do Náutico. Antes disso, enquanto trazia o suco à minha mesa, perguntei se ali na frente (avenida Córdoba) era a faculdade de medicina. Ele me fez levantar e ir até a porta para apontar os campi que a universidade de Buenos Aires mantém naquela região. De música a sociologia, além da medicina. Outra parte dessa universidade, a quilômetros dali, conheci outro dia quando peguei um ônibus. A ida a Palermo foi de metrô. Super apertado. Um cara precisava descer e atravessou as pessoas dizendo "permissó" (não sei a grafia). Então aprendi como seria o equivalente argentino de "licença".
Com tanta gente falando espanhol ao redor, impossível não se "familiarizar" com o idioma. Mais com o sotaque que com o vocabulário. Ao (tentar) falar com alguém, seja para perguntar o preço de alguma coisa ou pedir um suco, o impulso inicial é imitar o sotaque, achando que assim será compreendido. Uma vendedora que achava o português difícil disse que só sabia a palavra "experimentar" na língua dos brasileiros. As duas blusas que experimentei, comprei. Noventa e sete pesos, exatos. "Perfecto" disse o cara que cobrou. "Gracias", respondi. Aliás, quando falo "gracias" me sinto muito à vontade, inclusive me dando ao luxo de variar o sotaque. Nos primeiros dias, para que soubessem (como se já não tivessem percebido) que eu era brasileiro, dizia sempre "obrigado". Outro dia, quando estava um pouco cabisbaixo e com vontade de voltar, recobrei o ânimo quando uma garçonete, muy linda, pediu para eu repetir "laranja" em português (tinha pedido um suco). Achou "lindo". Ela gostou do "j". Me senti dono de uma peculiaridade que atraía mulheres, mas foi uma ilusão passageira. Como disse um holandês do albergue, as mulheres argentinas têm a cara "cerrada". As brasileiras, para ele, são muito mais atrativas. Eu achei muitas mulheres lindas na rua, quase sempre elegantes em suas roupas e modos de segurar o cigarro. Mas não olharam para mim. Exceto uma loira de dentes encavalados que me andou do meu lado por uns 20 metros fingindo-se interessada no fato de eu ser brasileiro. Ela divulgava uma casa de chicas pagas para saciar homens. Os turistas são um público interessante para eles. Aliás, é muito comum, particularmente nas esquinas de ruas como Florida e Lavalle, entregarem (ou quase colocarem à força na tua mão) cartões de casas de prostituição ou folhetos de restaurantes.
Escrito por juliano às 22h10
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Quase a metade na Justiça ou no TCE
Empatada com a do Rio de Janeiro, a Assembléia Legislativa de Santa Catarina está em terceiro lugar no ranking de parlamentares citados na Justiça ou no Tribunal de Contas proporcionalmente. Dos 40 deputados, 17 (43%) estão nessa situação. São eles: Dagomar Carneiro (PDT), Darci de Matos (DEM), Décio Góes (PT), Elizeu Mattos (PMDB), Gelson Merísio (DEM), Genésio Goulart (PMDB), Jailson Lima (PT), Jandir Bellini (PP), João Henrique Blasi (PMDB), Manoel Mota (PMDB), Moacir Sopelsa (PMDB), Padre Pedro Baldissera (PT), Pedro Uczai (PT), Professor Grando (PPS), Renato Hinnig (PMDB), Romildo Titon (PMDB) e Silvio Dreveck (PP). As informações foram colhidas pelo site Excelências, da Transparência Brasil.
Escrito por juliano às 17h47
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Domingo de Constituição e eleição
O primeiro turno das eleições de 2008 ocorrerá justamente no aniversário de vinte anos da promulgação da Constituição Federal, no dia 5 de outubro.
Escrito por juliano às 17h47
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Tucanos preferem Lula a FHC?
Numa comunidade do PSDB no Orkut, com 10,3 mil membros, uma enquete pergunta se “séria bom ter um presidente novo ou com mais experiência” (sic). Por incrível que pareça, Lula (33%) só perdia para o tucano Aécio Neves (37%) e ganhava até de Fernando Henrique (19%). Até a tarde de sexta (2), haviam 236 votos.
Escrito por juliano às 17h46
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Uma candidata de Joinville ao Big Brother já disse que aceitaria posar para a Playboy, caso entrasse para o programa e recebesse um proposta da revista ao sair de lá. Só em Joinville, 520 pessoas já se cadastraram no site do BBB.
Escrito por juliano às 19h41
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Estou aceitando sugestões de nomes para um blog de política/geral.
Escrito por juliano às 17h04
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Mickey voltou
Em Barra do Sul, Ademir Yunes Rosa (DEM), o Mickey, voltou ao poder graças a uma liminar, já esperada por ele e pelo adversário político Valdemar Baraúna Rocha (PP), vice e primo. A juíza ainda declarou como ilegal a Comissão Especial Processante que investigava as denúncias de irregularidades em licitações do Município. Mas o Ministério Público Estadual prossegue suas investigações, acerca das mesmas denúncias.
Escrito por juliano às 17h03
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SÓ A POLÍCIA DO SENADO TEM UMA PISTOLA QUE PARALISA SEM MATAR
Depois de 11/9/01, ela passou a ser mais utilizada pelo mundo. A própria American Airlines comprou 1,3 mil delas. No Brasil, por enquanto só a polícia do Senado Federal tem. A pistola lança dois dardos que descarregam uma carga elétrica no atirado, paralisando-o sem matá-lo, a até 7,6 metros de distância. É a Taser X-26.
“Caso um policial do Senado Federal precise acionar o gatilho de sua nova arma, bastará uma fração de segundos para o ponto vermelho da mira a laser desaparecer e o indivíduo atingido cair inerte no chão”, diz uma matéria produzida pelo próprio Senado.
O Senado comprou para usar em acontecimentos como a quebradeira de 2003 no Congresso. A arma registra data, hora e duração de seus últimos 586 disparos.
Escrito por juliano às 16h59
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ESQUECENDO OS QUE JOGAM TUDO PARA O ALTO
No meio do bolo de propostas que tramita pelo Congresso Nacional com a pretensão de virar lei, está uma que não cogita a possibilidade de uma pessoa tida como desaparecida não querer voltar para casa. O deputado federal Jurandy Loureiro, do PTB/ES, quer que os albergues enviem aos “governos estaduais ou seus órgãos assistentes” os nomes de quem deita em suas camas, para publicação na Internet.
“Infelizmente são inúmeros os casos de pessoas desaparecidas cujas famílias e amigos buscam todos os dias, e muitas vezes estão freqüentando albergues onde bem poderiam ser localizados” (Trecho da justificativa do Projeto de Lei 1343/07).
Com efeito, quem procura albergue seria tratado como os mortos pela ditadura militar. Ao mesmo tempo, pode acontecer de alguém sair de casa, bater a cabeça e esquecer o caminho de volta e o próprio nome.
A proposta precisa passar pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Tramita em caráter conclusivo.
Escrito por juliano às 16h59
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MINISTROS: O DO BOLSA FAMÍLIA É DISCRETO. O DA CRISE AÉREA, EXIBE-SE.
Dispondo de bons minutos no microfone do plenário do Senado, Pedro Simon, do PMDB/SC, deu voltas com as mãos pelo ar (repousando-as firmemente na tribuna, de modo a impor seu corpo sobre os olhos da TV que estava diagonalmente à sua altura, sem olhar para ela) para falar de algumas coisas que acha do governo Lula.
Colocou o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, o responsável pelo Bolsa Família, como exemplo de membro importante do governo federal que age como alguém realmente comprometido com sua função, sem buscar a mídia para auto promoção.
“Aparece se o chamam; se não o chamam, fica lá”, disse Simon, comparando-se a Ananias nesse aspecto ao dizer que não comparece a casamentos ou festas políticas (em enterro, vai). Simon não deu nomes, mas exemplo de comportamento oposto ao de Ananias é o de Nelson Jobim (da Defesa), com sua meteórica trajetória de interventor do super pepino da “crise aérea”. Foi inclusive capa da Carta Capital por indicar disposição a se candidatar à presidência. Seria o candidato de Lula para 2010.
É justamente a mulher escolhida para que, dentro do Ministério de Ananias, desempenhasse a função que costuma ser o braço direito dos titulares, a da diretoria executiva, que veio nesta segunda-feira a Joinville – Márcia Lopes.
Escrito por juliano às 16h56
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Ver a beleza ignora a tristeza. É selecionar, enquadrar a beleza, a parte maravilhosa que toda coisa tem.
Escrito por juliano às 16h49
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Quem Angelina Jolie chupa?
Escrito por juliano às 00h48
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Quem cuida das crianças adotadas pela Angelina Jolie e pelo Brad Pitt?
Escrito por juliano às 00h46
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Sábado que já é domingo há uma hora e 33 minutos. . Ex-girlfriend de alguém em vídeo. . Sensações alheias. . Uma reação provavelmente complexa dentro da cabeça que causa coisas simples fora dela. . Alt+Tab na veia. . Fumaça incômoda, mas... . Sono, mas... . Não tem importância, se nem eu entendo isto.
Escrito por juliano às 00h41
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