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escrevendo no escuro
 


vírus

Vírus de internet é terrorismo. E certamente há finaciamento por parte das grandes empresas de antivírus, como norton e mcaffe. Assim como guerras são provocadas para aquecer o mercado bélico, fabricam-se vírus para lucrar com a venda de seus respectivos antivírus. A diferença é que, no caso do terrorismo "em voga", costumamos atribui-lo a um fanatismo religioso, ou seja, as pessoas supostamente explodem-se por um ideal, um objetivo. Já no terrorismo virtual, o dos hackers, dizemos que a causa é a vontade de algumas pessoas de estarem no topo do ranking dos "mais perigosos", numa busca incansável e infinita pela supremacia, onde a fantasia de ser temido é que impulsiona. Pode ser. Essas duas hipóteses não podem ser negadas imediatamente. No entanto, uma coisa deve ser também admitida: há algo por trás, a mesma coisa que hoje dita a maioria dos governos mundiais e que é causadora da fome e miséria no mundo: o dinheiro.

Escrito por juliano às 08h38
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dilema sobre a clonagem

olha que frase legal: "Com toda esta polêmica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar: Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone, é homossexual, está a masturbar-se ou se fudeu?"

Escrito por juliano às 08h36
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fogo

_Vamos, pai, falta meia hora para a mãe vir pegar a gente. _A fila do caixa está longa. Fica aí, filho, que eu vou pegar um chocolate. _Ta. ... Esse seria o último diálogo entre os dois. Alguns no supermercado já pensaram ter sentido um cheiro de gás, mas devia ser coisa normal. O filho, esperando sua vez na fila, logo largou-a. De repente não quis mais saber de fila, coisíssima nenhuma. Duas coisas o tomaram em preocupação assim que ouviu a primeira explosão e enxergou o fogo: achar o pai e depois uma porta aberta. Havia muita gente, todos desesperaram-se em cadeia. Em questão de segundos, todo o estabelecimento estava em gritos. A fumaça começou a tomar tudo. O fogo começou a apagar alguns berros. E aquele filho, com o pai já encontrado, bate na porta de vidro para tentar se salvar. Do lado de fora, há um empregado que acabara de trancar a porta, por medo de perder o emprego, já que seu chefe o mandou fazer isso. O empregado se escondeu atrás da porta de vidro e da ordem do superior. O mandamento era manter os produtos dentro da loja, evitar o saque. O preço da vida agora era o pagamento da compra. Mas nem quem mostrasse o cupom fiscal poderia se salvar. O pai deu o chocolate derretido para o filho. Não conseguiram quebrar a porta e quase não conseguiram se abraçar. O filho, olhando para o pai através da fumaça que os separava e os penetrava pulmões a dentro, comeu o chocolate e jogou o papel no chão. Nem procurou lixo. Já não sabia o que era raiva e o que era desespero e o que era amor-acabando ao pai. Aos poucos, os gritos foram se sufocando, e o fogo foi incendiando suas respectivas gargantas, que desistiram de mandar, clamar e suplicar ao empregado para que abrisse a maldita porta de vidro. Vidro espesso que deu aos gritantes sua última possibilidade de ver o mundo.

Escrito por juliano às 08h35
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empresa

poesia na pressa existe? vai ver, só quando insiste, a cabeça, em pensar no meio da pressa. transferindo emails, tomando cuidado trabalhando estando disponível e desconcentrado da coisa de dentro. e lá fora tem um solão. e aqui é concreto, computador, mouse e movimentos condicionados, assim como o ar. luz branca. e todo mundo é parecido. todo mundo é cinza à luz branca. e o sol lá fora, curtindo o dia. emails aqui. horror daqui. o ar condicionado faz barulho pra dizer que é mais vivo que o sol. com essa metáfora, afirma que respira. só que no fim do dia alguém o desliga. e o sol não: à noite vai pra outros lugares, vai viajar, não fica desligado. empresa grande, ar condicionado grande.

Escrito por juliano às 08h30
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~

sono, um peso. desvontade. desvinculação empregatícia temporária.

Escrito por juliano às 08h28
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