nada
E ficava assim matutando sobre o nada, ingenuamente. Pensando na coisa mais certa da vida, e que para muitos guardava algo. Mas ele sabia desse nada além-mar e olhava em volta: era tudo inútil. E ficava nessa, olhando para algum ponto fixo. Imaginava o que seria não ser nada. Só que o nada não tem imagem, não tem cor nem tem textura – e era essa sensação de cegueira que o deixava transtornado. Mas o que faz um cego de verdade ver a vida mais nítida que muita gente? Isso ele apenas suspeitava. Ainda.
Escrito por juliano às 23h04
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